Contra fake news, educação

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Compartilho dois trechos inéditos do meu livro Como sair das bolhas (editora Educ/Armazém da Cultura) e o convite para o debate Contra fake news, educação, que ocorrerá dia 18 de abril, no teatro Eva Herz, dentro da Livraria Cultura da Paulista, 18h. O debate será aberto ao público (chegada 17h30 para pegar lugar) e contará com a presença das profa. Dra. Lucia Santaella e profa Dra. Martha Gabriel, ambas da PUC-SP, prof. Dr. Eugênio Bucci (ECA/USP) e o jornalista Leandro Beguoci, diretor editorial da Nova Escola.

Com avanço de novas plataformas, como APPs que alteram conteúdos em vídeo, o tsunami de informações falsas só deve aumentar. Vale ler a reportagem “The spread of true and false news online”, publicada pela revista Science sobre o assunto. No debate vamos discutir como a mudança pessoal e a educação funcionam como antídotos contra fake news, tornando-se um único caminho a longo prazo, pois do mesmo jeito que crescem as plataformas de checagens e seus algoritmos, também avançam as plataformas de manipulação e fake news.

TRECHOS INÉDITOS DO LIVRO:

“Embora fake news não seja algo novo, foi revigorado a partir da explosão das informações geradas ou compartilhadas nas redes sociais, pois houve um barateamento na produção e disseminação de conteúdos, saindo o polo emissor das mãos apenas dos jornalistas e ganhando escala entre os cidadãos comuns. Quando apelos emocionais são mais eficazes para mobilizar a opinião pública do que a verdade, riscos enormes ameaçam as sociedades democráticas. Outra faceta da pós-verdade é o avanço do consumo, pois momentaneamente nos deixa calmos e saciados, mas essa sensação é frugal como um brigadeiro gourmet. Desconectamo-nos da natureza e mergulhamos na inteligência artificial – tudo para romper o limite do real. Alteramos o corpo, construímos a persona idealizada por meio da tecnologia, mas esquecemos de abastecer o espírito. Só o silêncio, a ética e a conquista de sua divindade interna podem transformar a pós-verdade”.

“A mentira não está só nas notícias exibidas na televisão, nos jornais, nos blogs ou nas redes sociais. Ela está na foto ´photoshopada´, ou seja, no rejuvenescimento milagroso feito por um software; a mentira está no check-in do restaurante descolado, feito da porta, só para dizer que esteve lá; a mentira está na eleição de Donald Trump; a mentira está no dia a dia. Mas como reconhecer uma mentira? A emoção anda presidindo a razão nesta era da pós-verdade, tornando-se porta escancarada para fake news e outras aberrações midiáticas”.

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